A resposta à pergunta continua em:

http://grrau.blogspot.com/

o aproximar de parte a parte

Caros todos,

Após o encontro “futuro das paredes do Bairro Alto” realizado em Julho na ZDB, sentiu-se que seria necessário mais tempo de diálogo apesar dos 2 dias intensos de debates e partilhas.

 

Em termos práticos nesse encontro foi assumida uma posição da CML que afirma, SEM QUE POSSA SER COLOCADO EM DISCUSSÃO, uma estratégia para o Bairro Alto, a limpeza de 1 rua e uma travessa (rua do norte, travessa da espera) a distribuição de kits de limpeza pelos moradores e comerciantes, e eventualmente a promoção de mais debates…Proposta para mais debates foi desenvolvida e aguarda resposta.

 

Desde Janeiro 2008 que estou em contacto com os técnicos da CML a tentar deixar clara uma mensagem:

PINTAR AS PAREDES DO BAIRRO ALTO DE “BRANCO”

É DEITAR DINHEIRO PARA A RUA,

Tem que ser feito um trabalho a médio longo prazo onde se ampliem as mentalidades dos praticantes das intervenções, comerciantes, técnicos e cidadãos tendo em vista o encontrar consensos, os quais terão como consequência um espaço público mais equilibrado e participado.

 

As paredes estão a ser pintadas de branco, e em vez de debates sugeriram numa primeira instância a realização de uma galeria de arte urbana na rua do elevador da glória, o qual foi visto como um passo a meio caminho de ambas as partes, ou seja não é um acto genuíno de street art/ graffiti, pois para alem de ser uma encomenda é feito em suportes propositadamente colocados para o efeito, porem do lado do município é uma forma de demonstrar que existem alguns tipos de intervenções que são bem vindas e de reconhecido valor.

Esta pequena “farsa” irá acontecer dias 16, 17 e 18 de Outubro das 18 à 1 na rua do elevador da glória, na expectativa que a performance agrade e abra as portas do dialogo, debates e promoção da criatividade no espaço urbano de que o centro histórico de Lisboa tanto precisa.

 

Pedro

espaço público, interacção e criatividade

Após o encontro “futuro das paredes do Bairro Alto” na ZDB, prevêem-se
desenvolvimentos nos quais se projecta o desenrolar das actividades
que foram muito brevemente referidas e afloradas no referido encontro.

Sempre através de métodos participativos e multi disciplinares, prevê-
se a criação e dinamização de um laboratório, o qual terá como
expressão a face comunicativa de um espaço publico concreto,
especificamente através de actividades de partilha de conhecimentos
teóricos e técnicos das múltiplas disciplinas envolvidas.

No âmbito de afirmação genuína da criatividade verdadeiramente
democratizada aguarda-se o encontrar de um espaço urbano reflexo do
equilíbrio de tensões de usos geridas de uma forma fluída e natural,
assim gerando claras mais valias para a nossa cultura e cidades como
faces visíveis e pulsantes da mesma.

Aguardam-se desenvolvimentos para o mais breve possível assim que os
tiver partilharei.
Pedro Soares Neves

Continuação?

Futuro das paredes do Bairro Alto, continuação?

Estas questões, como devem calcular, debatem-se um pouco por todo o mundo e para o provar basta seguir este link

Hoje quarta-feira (23/07) vou voltar a reunir com os Arquitectos
do Dep. de Reabilitação Urbana da CM de Lisboa, e Núcleo de projecto Bairro Alto e Bica.

Existe a possibilidade de cederem um espaço para umas actividades…
ainda n entendi muito bem o perfil das actividades, dai a visita.

Se existirem ideias ao longo do dia é lançar as ideias, que eu farei o mesmo

reflexão

“Muros brancos, povo mudo”*

Com o propósito de responder às modificações geradas pela apropriação informal de cariz gráfico (ex: graffiti), a postura mais imediata por parte do poder politico é através dos seus técnicos, fazer avançar programas mais ou menos elaborados de limpeza e manutenção das superfícies publicas e privadas que conformam o espaço publico (ex:Estratégia de Melbourne).

Está por provar que este impulso é na realidade um gesto eficaz face aos fenómenos actuais de apropriação mais ou menos criativa ou mais ou menos destruidora que se podem observar pelas diversas categorias de espaços públicos existentes.

Por outro lado o desconhecimento dos efeitos positivos ou negativos destes fenómenos tanto para a economia (ex: via turismo criativo e cultural, Lisboa ), como social (ex: através do envolvimento das comunidades) o que acentua o carácter tecnicamente não fundamentado destas medidas.

A fundamentação técnica assente na recuperação conservadora do edificado faz sentido numa óptica de musealização a qual nem sempre é compatível com as formas mais genuínas de vivência em comunidade. (“What Time is this Place?” Kevin Lynch 1976)

Aparentemente uma situação de relativa simplicidade pode apresentar-se como complexa e de difícil gestão, tornando-se um sorvedouro infindável de recursos, gerando situações de clara insustentabilidade. (“Cities For A Small Planet”, Richard Rogers 1997)

É certo que o rigor das posições de confronto têm os seus resultados, e cabe ao poder politico e às forças de segurança publica zelar pelo cumprimento da lei. Porém esta posição não sustenta todo o trabalho dos técnicos responsáveis pelos projectos de reabilitação ou criação de espaços públicos, tudo o que possa ser desenvolvido de forma a evitar a manutenção custosa, repressão e vigilância, deve ser integrado na fase de projecto(“O Chão da Cidade”, CPD 2002 )

O acto de marcar as superfícies remonta aos primórdios da existência humana e ao longo da Historia desenvolveu vários contornos conforme as tecnologias utilizadas na inscrição e das razões colectivas, singulares, artísticas, politicas, formais ou informais, etc. Logo as respostas ao nível do desenvolvimento dos espaços públicos, e arquitectónicos tem surgido na medida do conhecimento individual ou do bom senso do autor na adaptação da obra ao território assim como na melhor gestão dos seus recursos (ex: “Towards a Critical Regionalism” 1983 Kenneth Frampton).

Pedro Soares Neves
Proposta de tese de doutoramento, texto justificativo, Istituto Superior Tecnico 2009.

*frase da autoria de Antonio A.

Ainda a quente, para a Antena 1 (seg,7) 11h

Não se podem considerar conclusões,
é uma interpretação sonolenta de como foi o fim de semana.

ouvir aqui: http://www.youtube.com/user/sevenpedro

Cumps:
Pedro Soares Neves
Userdesign.org
uber, f+nzp

ps: Agradeço a todos os presentes
e não presentes que deram força.
o que acharam?

Programa

4 Julho, Sexta 18h – 21h

Apresentação da ideia e formato do encontro,
Pedro Soares Neves(U#erdesign.org), LígiaFerro (ISCTE), Tiago, Marcelo (etic)

Projecção do filme “As ruas atacam” 25min
Produção Red Bull Street Gallery realização DROID-ID

Projecção do filme “Referência” 35min
(unica media metragem portuguesa sobre graffiti)
com presença do autor (Raps)

5 de Julho, Sábado 14h – 18h

Resenha Historica do Bairro Alto e do  Graffiti em Lisboa
Pedro Soares Neves(U#erdesign.org) + Miguel Moore

Presidente da Junta de Freguesia da Encarnação
Alexandra Figueira

Praticante de intervenções (writers) ”Wize – Nomen”

Pausa exercício de prós e contras, cafés, bebidas…

Praticante de intervençõe (writers) “Mosaik”,  “Stuck”

Doutoranda Antropologia Urbana, PRODAU/ISCTE/FCT
Lígia Ferro

Presidente da Ass. De Comerciantes do Bairro Alto
Belino Costa

Conclusão do exercício de prós e contras + painel
Representante da C.M. Lisboa, Dep. Reabilitação Urbana
Nuno Morais

Pausa exercício de prós e contras
Espaço aberto de discussão

6 de Julho, Domingo 14h – 18h

Artistas Visuais Yoanamine e Ilhosvany

Praticantes de intervenções (writers) “Slap”, ”ONTSK”,”CAB

Praticantes de intervenções “Arraiano”, “Juca”, “AddFueltotheFire”

Arquitecto Rui Mendes

Conclusão do exercício de prós e contras + painel

Sarah Adamopoulus, Jornalista Independente
(moderada por Lígia Ferro)

Representante da marca de latas mais vendidas em Portugal, Pedro* betokendistributors

Praticantes de intervenções (writers)
“Ram”,“Mar”,“vhils”, “Leonor Morais”

Espaço aos Moradores

Registo das conclusões.

* – presenças a confirmar